Fio de sustentação – Fio Búlgaro

O procedimento é feito em consultório e o paciente toma anestesia local.

 

Rosto esticado e bumbum empinado. Sonhos de consumo da mulherada já são possíveis sem precisar entrar no centro cirúrgico. Com anestesia local e sem pontos, o fio búlgaro puxa o músculo e a pele em alguns minutos.

A técnica será apresentada nesta quinta-feira (27) no V Congresso Mundial de Medicina Estética, que acontece até sábado (29) no Hotel Intercontinental, em Sâo Conrado, Zona Sul do Rio.

Com a promessa de não fazer o paciente perder a expressão quando mexe o rosto, ou de dispensar a prótese de silicone para quem se preocupa com a retaguarda, o procedimento é feito com uma pequena incisão, sem pontos.

O que é o fio búlgaro?

É um fio elástico, de poliamida trançada, tem uma certa elasticidade e não rompe. É como se fosse um fio de sutura plástico e, sendo elástico, acompanha a mímica facial. Ela preserva a expressão natural do paciente que rejuvenesce, mas não muda.
O material do fio é absorvível pelo organismo depois de anos, mas não perde a ação. Depois de seis meses, o organismo cria uma fibrose (aumento das fibras) no entorno do fio, substituindo sua ação.

Como funciona

A técnica não faz milagres. Quem tem muita pele ou gordura, e não apenas flacidez, pode precisar fazer um procedimento complementar.
O furo é feito no início da mandíbula e o fio segue a até a orelha, onde é feito um nó. As indicações são no rosto, em pessoas com até 50 anos, com uma flacidez média. Em glúteo flácido, mas não muito grande.

Quanto é?
A cirurgia pode variar de R$ 1.500 a R$ 10 mil e sua duração varia de 15 a 20 minutos. O pós-operatório é sem grandes traumas. A agulha é muito fina, não pega artérias e praticamente não incha.

O nascimento da técnica, aliás, tem uma história curiosa. Serdey desenvolveu a idéia na época da Bulgária comunista para burlar o governo, que proibia a cirurgia plástica. Com a pequena incisão e a ausência de pontos, o paciente passava despercebido.